quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo.

Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer.

Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um pilantra.

Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado.

Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas.

Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção.

Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar.

Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir.

Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la.

Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, você tem medo de já estar apaixonada...

Um comentário:

  1. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar

    que parte linda

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