sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Mas amor é isso, não é? É ter todos os motivos pra ir embora, e só com um motivo pra ficar, a gente fica. É insistir com mil motivos pra desistir. E a gente insistia. A gente brigava, jurava ódio eterno e 5 minutos depois já tava se ligando querendo se ver. Um louco pelo outro, no meio de toda essa loucura. Ninguém entendia. Mas a verdade é que a gente não fazia questão de entender. Até porque, quem entende o amor? A gente sente e ponto final. E de ponto final a gente entendia, vivíamos querendo colocar um entre nós dois. Mas não dava, praticamente impossível. O ponto final sempre acabava virando uma desculpa pra escrever novos parágrafos. A história nunca chegava ao fim. E quer saber, talvez não tenha fim. Mesmo que os anos passem, mesmo que a vida finalmente consiga nos separar, eu não tenho dúvida que todos os dias ele vai andar pela rua me procurando. E eu não tenho duvida que cada cara mais velho de cabelo castanho virado de costas que eu ver vai fazer meu coração disparar pela possibilidade de ser ele. A gente sabe que vai ser assim e aceita – até gosta. No meio de um mundo sem amor, ser amado e amar alguém sem tempo marcado pra acabar é artigo de luxo. E sei lá, existem coisas que simplesmente são eternas, mesmo que a gente jure que não acredita nesse lance de pra sempre. Algumas histórias são traçadas com linhas tortas, outras com linhas retas, mas tem aquelas, tipo a minha e a dele, que são traçadas com o símbolo do infinito – vem com curvas e linhas cruzadas, mas nunca, nunca tem fim.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Todo mundo já criou nó na garganta após assistir aos filmes de romance. Todos já se engasgaram com o acúmulo do choro, quando este é engolido por um dia inteiro. Todo ser humano já sentiu o gosto amargo que tem a lágrima não derramada. Mas eu, eu tenho um nó que quase me amarra inteira. Não estou reclamando, não. Sei que há muita gente cujo nó é bem maior, capaz de dar a volta no pescoço e apertar. O meu é quase uma fita, um barbante, um fio de náilon, mas me engasga. Fazer o que? me engasga. Não sei porque motivo ou em que data se formou, sei que vem me acompanhando à tempos. Sei que vem me incomodando. Não sei o que é, do que é feito, não sei o que é capaz de tirá-lo dali. Talvez seja choro acumulado. Ou é de tanto engolir sapo. Pode ser vontade de ser diferente do que sou. Vontade de mudar alguma coisa, junto com a certeza de impotência. Estou segurando minhas pontas, me impedindo de transbordar alguma coisa. Estou tendo que me engolir. Os meus medos, inseguranças, pesos e “sei lá mais o que” formaram um tremendo nó dentro de mim, que não ata e não desata. Não enforca e nem faz laço.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Sinceramente? Sou, assumidamente, fã dos cachorros convictos. Isso mesmo, do cara que te diz que não quer se envolver, com todas as letras. Que gosta de você, da noite, das bebidas, das biscats e não esconde isso, pelo contrário. Não, quando eu gosto mesmo de alguém, não sou do tipo desapegada por natureza e me dá nos nervos aturar esse tipinho de vida, quase sempre. Também passo longe de fazer a linha não-ciumenta, let it be. Gosto de romance, mimimi, cinema, clichês, pronomes possessivos. Mas é que entre todas as coisas que eu gosto, tem uma que eu não abro mão: Sinceridade. E, por isso, prefiro um filho da puta sincero do que um príncipe de mentirinha. Prefiro poder ficar em paz e saber que tudo que ele diz provavelmente é verdade mesmo, porque dificilmente são coisas bonitas e, quando são, tem muito valor, porque são raras e não complemento do "Bom dia". Não tô com um santo, mas sei todos os pecados pela boca dele, sem disse-me-disse, sem ter que pagar de detetive. Acho que é um tanto quanto tranquilizador você saber exatamente o tipo de pessoa que tem do lado, entende? Não tenho paciência ou conformismo pra aguentar o cara perfeito, falando coisas perfeitas, fazendo juras de filme, com promessa de filhos correndo pela casa e um cachorro no quintal. Eu ia surtar todos os dias, tentando descobrir quem é ele longe de mim, porque ele é homem e tudo isso tá muito errado. Não ia conseguir achar lindo, morrer de amores e ponto, topar ser resgatada da torre, com um sorriso de canto a canto. Tipo de gente e de história que não me convence: "Encantada". Acredito em fidelidade, acredito e espero. Felicidade a dois, cumplicidade e todas essas coisas. Mas somos todos vacilantes e ninguém aqui é personagem de um filme de romance, então vamos nos poupar. Vou te contar, eu amo flores. Mas amo muito mais a verdade.
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