sábado, 27 de novembro de 2010

Não posso mais roer os nervos enquanto as horas passam e você não aparece. Preciso me poupar. Não pretendo mais sofrer, depois, quando você sumir de vez. Sofrer por amor é pura vaidade. Vou olhar para retratos meus e, de novo, sentirei orgulho de mim. Fotos minhas antes de você. Quando eu ainda não tinha provado desse seu veneno vicioso. Da saliva que se fez heroína. Do cheiro que se fez lança-perfume. Deveria ter uma tabela antipaixão como as que fizeram para os tabagistas. Marcaríamos um xis nas vezes em que pensássemos no outro. Assumindo assim nossa fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de esquecer. Poucas, no meu caso, já que tudo me lembra você. E de noite as coisas pioram. Mas quero, e posso, vencer essa semana. Sobreviver à abstinência de você. (...)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Em alguns momentos pensamos que o nosso mundo desabou. de uma hora pra outra, achamos que estamos sozinhos no mundo. que todos os sorrisos são falsos. que os nossos problemas, ninguém nem se importa se eles existem. as amigas, achamos que nunca as tivemos mais falsas. pensamos que nossa existência, nem é notada. e aí vem a pergunta: alguém liga pro simples fato d'eu existir? e é aí que temos que frear nossas loucuras, nossos pensamentos baseados em mentiras que inventamos, sem porquê. esses pensamentos não nos levarão a lugar nenhum. é , pronto. é isso que eu sei. é assim que eu me sinto, hoje. é assim que eu tô, e assim que todos ficam um dia. se isso for banal, até é uma coisa normal.

terça-feira, 16 de novembro de 2010


O que é verdadeiro encanta, emociona, fascina e dá medo. É , medo. Medo de que acabe antes do que se espera, antes de poder provar o gostinho da felicidade do que é sincero, medo de perder a oportunidade de se mostrar de verdade, de se entregar. É estranho perceber que sua felicidade às vezes depende da veracidade de uma palavra ou de um gesto , da sinceridade de um ato. Mas é bom saber o quanto precisamos disso, o quanto devemos isso , aos outros e a nós mesmos.